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Acesso Aberto

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Open Access

Aqui você poderá consultar informações detalhadas sobre as Licenças e Políticas para a disponibilização de publicações em Acesso Aberto, bem como, o modo como esse processo tem sido conduzido no Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp (RI) e no Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp (REDU). Além disso, há orientações sobre como se adequar à Política de Acesso Aberto da Fapesp e como evitar periódicos predatórios.

Fique de olho em como a Biblioteca poderá te ajudar!

Acesso Aberto
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  • Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp
  • Política de Acesso Aberto FAPESP
  • Como a Biblioteca poderá te ajudar?
  • Fontes consultadas

O Acesso Aberto (Open Access) é um movimento internacional que promove a disponibilização online, gratuita e livre de barreiras da literatura científica, permitindo que qualquer usuário leia, baixe, copie, distribua, imprima e faça a mineração de dados do texto, desde que respeitados os direitos autorais e a atribuição da autoria.

Na prática, o Acesso Aberto se contrapõe ao modelo tradicional de comunicação científica, que restringe o acesso aos assinantes de revistas científicas, geralmente por meio do pagamento de taxas elevadas. O objetivo central do OA é democratizar o conhecimento, acelerando a descoberta científica e aumentando o impacto e a visibilidade da pesquisa.

Para saber mais recomendamos a leitura CAPES - Acesso Aberto

Existem principalmente duas vias para se publicar em Acesso Aberto:

Via Dourada (Revistas de Acesso Aberto): Os artigos são publicados em revistas que já são inteiramente de acesso aberto. Muitas vezes, os custos de publicação são cobertos por uma taxa de processamento de artigo (APC - Article Processing Charge). O custeio dos APCs é realizado pelos autores ou suas instituições, utilizando recursos de agências de fomento ou valendo-se da cobertura de acordos transformativos, a exemplo dos gerenciados pela CAPES e das assinaturas da UNICAMP gerenciadas pelo SBU.

Via Verde (Repositórios): Os autores depositam uma versão de seu artigo (geralmente o manuscrito aceito para publicação, o "post-print") em um repositório institucional ou temático de acesso livre (como o arXiv ou o repositório da sua universidade), independentemente de onde o artigo foi publicado. Esta via é muitas vezes amparada por políticas de mandato de instituições de fomento à pesquisa.

E temos também modelos como a Via Diamante/Platina (onde não há cobrança de taxas para o autor nem para o leitor) e os acordos de "Read and Publish" entre universidades e editoras estão moldando o futuro do acesso. O Acesso Aberto vai além de simplesmente "disponibilizar o artigo na internet"; é uma filosofia que defende que o conhecimento financiado com recursos públicos deve ser um bem comum, acessível a todos.

Para mais informações acesse:

  • Acordos transformativos CAPES
  • Acordos transformativos SBU
  • Open Access
  • Pagamentos de APCs CAPES
  • Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp

A publicação em Acesso Aberto gera impactos positivos em múltiplas esferas, beneficiando pesquisadores, a sociedade e as próprias instituições de forma interconectada.

Para o Pesquisador e a Ciência:

Maior Visibilidade e Impacto: Ao eliminar barreiras de paywall, seu trabalho pode ser acessado, lido e citado por qualquer pesquisador no mundo, independentemente de sua localização ou recursos institucionais. Isso potencializa o aumento no número de citações e acelera o progresso científico.

Aceleração de Colaborações: A disponibilidade universal facilita a descoberta do seu trabalho por pares em diferentes áreas e países, fomentando oportunidades de pesquisa interdisciplinar e internacional que de outra forma não ocorreriam.

Para a Sociedade e a Democracia do Conhecimento:

Retorno do Investimento Público: Pesquisas financiadas com recursos públicos tornam-se um bem público. O Acesso Aberto garante que cidadãos, profissionais, empreendedores e formuladores de políticas possam efetivamente usufruir dos resultados desses investimentos.

Transparência e Confiança: Permite que a sociedade acompanhe e confirme as descobertas científicas, combatendo a desinformação e fortalecendo a confiança na ciência.

Para as Instituições de Pesquisa:

Ampliação do Prestígio e da Repercussão: A produção científica de uma instituição ganha visibilidade global, elevando seu perfil, reputação e capacidade de atração de talentos e financiamento.

Preservação e Disseminação da Produção Institucional: Os repositórios institucionais de Acesso Aberto garantem que o conhecimento produzido seja preservado digitalmente e permanentemente acessível, servindo como um repositório dinâmico do patrimônio intelectual da instituição.

O Acesso Aberto não é apenas uma forma de publicar; é uma estratégia para maximizar o alcance, o impacto e o retorno social do conhecimento científico.

Para verificar se um periódico autoriza o depósito do seu artigo em Acesso Aberto. Seja em repositórios institucionais, temáticos ou pessoais (ex: ResearchGate), é essencial consultar as políticas editoriais de cada revista. Atualmente, a ferramenta mais completa para essa consulta é a Open Policy Finder, mantida pela Jisc.

Você pode consultar as políticas de acesso aberto, autoarquivamento e direitos autorais dos periódicos por meio da plataforma Open Policy Finder-Jisc, mantida pela Jisc, que funciona como um guia rápido e confiável para pesquisadores que desejam garantir que sua produção esteja em conformidade com as políticas de Acesso Aberto antes da submissão. A Open Policy Finder reúne, em uma só interface, as bases anteriormente conhecidas como Sherpa RoMEO, Sherpa Juliet e Sherpa Fact.

A Open Policy Finder reúne, em uma única plataforma, todos os serviços anteriormente conhecidos como Sherpa RoMEO, Sherpa Juliet e Sherpa Fact. Ela oferece, de forma centralizada, informações atualizadas sobre:

  • Direitos de autores (copyright e licenças);
  • Permissões de autoarquivamento (preprint, postprint ou versão publicada);
  • Períodos de embargo; e,
  • Políticas de acesso aberto dos editores e agências de fomento.

Você pode pesquisar por:

  • Título da revista
  • ISSN
  • Editora

O sistema mostrará se a revista permite o depósito do artigo e qual versão pode ser arquivada (manuscrito final, versão aceita ou versão publicada). Também informa embargos, licenças sugeridas (como Creative Commons) e condições adicionais de uso.

Caso a revista não apareça na Open Policy Finder-Jisc, você poderá:

  • Verificar diretamente no site oficial do periódico (geralmente na seção Políticas, Direitos Autorais, Open Access ou Submissões);
  • Consultar o site da editora responsável; e
  • Entrar em contato com o editor-chefe ou secretaria editorial para confirmação.

Esses termos se referem aos diferentes estágios de um artigo científico antes e depois da publicação. Compreendê-los é essencial para depositar seu trabalho em repositórios de Acesso Aberto em conformidade com as políticas editoriais.

Abaixo, explicamos cada uma das versões:

Preprint (Pré-impressão):

É o manuscrito original, antes da revisão por pares. É a versão inicial enviada à revista.

Status: não foi avaliado, modificado ou aprovado pelos revisores.

Onde compartilhar: normalmente pode ser depositado em repositórios confiáveis de preprints (como arXiv, SciELO Preprints) ou no repositório da sua instituição sem restrições. Se possui vínculo ativo com a UNICAMP, é possível fazer o depósito no Repositório a Produção Científica e Intelectual da Unicamp.

Postprint (Pós-impressão)

É o manuscrito já aceito para publicação, incorporando todas as modificações e correções solicitadas durante a revisão por pares.

Status: Contém o conteúdo científico final e aprovado, mas sem a formatação visual e tipográfica da revista.

Onde compartilhar: Esta é, frequentemente, a versão mais utilizada para o Acesso Aberto (Via Verde). A maioria das editoras permite seu depósito em repositórios institucionais ou temáticos, muitas vezes após um período de embargo.

Versão Final do Editor (Publisher's PDF)

É a versão final publicada no site da revista, com a diagramação, formatação, logo e marcação de paginação oficial.

Status: É a versão de registro formal da publicação.

Onde compartilhar: O compartilhamento público desta versão (o PDF da editora) é geralmente restringido por políticas de copyright. Normalmente, você não pode fazer upload deste PDF para um repositório aberto, a menos que a revista seja de Acesso Aberto ou você possua uma permissão específica.

Para depositar em um repositório de Acesso Aberto, a versão "Postprint" (manuscrito aceito) é geralmente a versão mais comumente autorizada. Sempre verifique a política de copyright no próprio site da editora ou em sites como o Jisc para confirmar qual versão você tem o direito de compartilhar.

IMPORTANTE: No Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp as versões aceitas para depósito são: preprint ou publisher’s PDF (versão final do editor) desde que o autor tenha a permissão da editora. Para mais informações confira a Instrução Normativa SBU nº 001/2020, de 03 de dezembro de 2020.

Acesse o Open Policy Finder-Jisc para verificar os títulos de periódicos da sua área de pesquisa que são de Acesso Aberto ou ainda verifique os acordos transformativos do tipo "Read and Publish" disponíveis via CAPES ou UNICAMP. É importante se certificar também que não se trata de um periódico predatório, por isso a importância de acessar fontes confiáveis como Open Policy Finder e os acordos vigentes pela CAPES e UNICAMP.

É importante salientar que você deve optar por títulos de periódicos que sejam mais adequados para publicação da sua pesquisa, que podem não ser, necessariamente, um título exclusivamente de Acesso Aberto ou mesmo um título que precise pagar uma taxa para publicação (APC). O mais importante é que escolha um periódico que possa dar maior evidência a sua pesquisa.

Acesse a aba “Periódicos Predatórios” deste FAQ para mais detalhes. Mas de modo geral é importante você possuir o direito de publicação (o direito é do autor e não da revista), escolher a licença adequada, seguir as normas da revista, cumprir a revisão por pares, depositar o trabalho quando exigido e garantir ética e conformidade legal no conteúdo.

Para apoiar comunidade do IFGW e guiar as ações de proteção, apresentamos algumas ferramentas que podem auxiliá-los tais como a Lista de Periódicos Predatórios "The List of Predatory Journals" uma ferramenta de acesso gratuito que alerta que reúne e atualiza os nomes de periódicos e editoras suspeitas que demonstram práticas de publicação predatória e as ferramentas a seguir:

  • Lista de Periódicos Lattes/Qualis-CAPES (para o contexto brasileiro)
  • Preda QUALIS: Lista interativa dos títulos potencialmente predatórios no QUALIS
  • Directory of Open Access Journals (DOAJ) - para acesso aberto confiável
  • COPE (Committee on Publication Ethics): Diretrizes éticas para publicação

Para saber mais sobre Periódicos Predatórios, recomendamos a leitura “Revistas predatórias: um inimigo a ser combatido na comunicação científica”.

Sim, é possível. Em muitos casos a permissão depende da política de cada editora. Para verificar, você deve consultar as regras do periódico no site Open Policy Finder-Jisc.

Aqui estão os cenários mais comuns:

  1. Periódicos que NÃO permitem Acesso Aberto: Alguns periódicos, classificados como "White" (Branco) no Open Policy Finder-Jisc, não permitem que nenhuma versão do seu artigo seja arquivada em repositórios de Acesso Aberto.
  2. Periódicos que permitem após um embargo: Muitos periódicos convencionais permitem que você disponibilize uma versão do manuscrito (geralmente a versão pós-impressão ou "posprint") em um repositório institucional após um período de embargo (por exemplo, 6, 12 ou 24 meses). Verifique no Open Policy Finder-Jisc, se o periódico dá à "luz verde" para o autoarquivamento.
  3. Opção de Acesso Aberto Ouro (Gold Open Access): Um número crescente de periódicos convencionais oferece uma opção híbrida. Nessa modalidade, você pode pagar um APC (Article Processing Charge - Taxa de Processamento de Artigo) para que seu artigo seja publicado em Acesso Aberto imediatamente no site da editora. Nesses casos, o autoarquivamento em repositórios também é normalmente liberado.

Recomendação: Sempre consulte as políticas específicas no próprio site do periódico ou em bases confiáveis como no Open Policy Finder-Jisc antes de submeter seu artigo.

Depende. Atualmente muitas Editoras ou Sociedades científicas que editam periódicos científicos possuem mecanismos para facilitar a disponibilização em Acesso Aberto dos artigos, oferecem “luz verde” ao autoarquivamento permitindo o Acesso Aberto do artigo após o período de embargo (os períodos mais comuns de embargo são: 6 meses, 12 meses e 24 meses).

Existem títulos de Acesso Aberto que não cobram nenhuma taxa para publicação, mas há, contudo, títulos de periódicos de Acesso Aberto e também periódicos convencionais que podem cobrar uma taxa, a chamada APC - Article Processing Charge/ Taxa de processamento do Artigo para que os artigos sejam publicados em Acesso Aberto. As taxas de processamento de artigos variam de acordo com o periódico. Segue dois exemplos de taxas de processamento para que se tenha uma ideia de valores, PLOS ONE (periódico de Acesso Aberto com pagamento de APC) e da Revista Brasileira de Ensino de Física (periódico de Acesso Aberto que não cobra APC).

O Creative Commons (CC) é uma organização internacional sem fins lucrativos que desenvolveu um conjunto de licenças jurídicas padronizadas e gratuitas. Essas licenças permitem que criadores e autores compartilhem seu trabalho (como artigos, imagens e vídeos) de maneira flexível, definindo claramente os direitos de uso para o público.

As licenças CC são combinações de quatro condições básicas. Entendê-las é a chave para decifrar qualquer tipo de licença:

BY (Atribuição) : Obrigatória em todas as licenças CC. Significa que qualquer um que usar seu trabalho deve dar os créditos a você, o autor (O direito pertence ao autor e não a Revista).

SA (Compartilha IgualShareAlike): O trabalho pode ser modificado, mas as novas obras devem ser licenciadas sob a mesma licença que o original.

ND (Sem Derivações - NoDerivs) : O trabalho pode ser compartilhado, mas não pode ser modificado ou usado para criar obras derivadas.

NC (Não Comercial - NonCommercial): O trabalho não pode ser usado para fins comerciais.

Para mais informações consulte: Sobre as Licenças

Para a modalidade Green Open Access (autodepósito em repositórios institucionais), as licenças mais utilizadas são:

CC BY-NC (Atribuição-NãoComercial): Permite que outros distribuam e remixem seu trabalho, desde que lhe deem crédito e não usem para fins comerciais.

CC BY-NC-ND (Atribuição-NãoComercial-Sem Derivações): É a mais restritiva. Permite apenas o download e compartilhamento do trabalho original, com créditos a você, sem uso comercial e sem a criação de obras derivadas.

CC BY (abarca outras modalidades). Esta licença permite que outros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho, mesmo para fins comerciais, desde que lhe deem o devido crédito pela criação original. Esta é a licença mais acomodatória oferecida, recomendada para maximizar a disseminação e uso dos materiais licenciados. A CC BY remove barreiras e é a que melhor se alinha com o verdadeiro espírito de colaboração e avanço rápido da ciência.

A escolha da licença depende do quanto você quer que seu trabalho seja compartilhado e reutilizado. Verifique sempre as políticas da revista e as orientações da sua instituição antes de decidir.

Para saber mais sobre as licenças, recomendamos a leitura Creative Commons CC .

Fique atento aos termos da sua concessão ou consulte o site da Agência de Fomento que pretende enviar seu projeto de pesquisa. A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), por exemplo, possui uma Política de Acesso Aberto às publicações resultantes de auxílios e bolsas, mais informações consulte a Portaria CTA nº 01/2019 e Portaria CTA n. 37/2021 . A UNICAMP desde 2020 possui uma Política de Acesso Aberto que estabelece que o depósito das produções em Acesso Aberto no Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp quando as políticas editoriais assim permitirem.

Consulte as bases de dados especializadas:

  1. Open Policy Finder-Jisc: a ferramenta mais abrangente para periódicos internacionais.
  2. Diadorim: a melhor opção para periódicos científicos brasileiros.

Entre em contato conosco, se a pesquisa não for clara ou você tiver dúvidas, nossa equipe está aqui para ajudar! Envie um e-mail para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. que teremos prazer em verificar as informações para você.

Existem diversas maneiras seguras e legais de acessar artigos científicos sem depender de assinaturas institucionais. Abaixo, listamos algumas das principais ferramentas e estratégias para você encontrar o que precisa.

  1. Bases de Dados e Repositórios Especializados
  2. Comece sua busca por estas fontes confiáveis que reúnem exclusivamente conteúdo em Acesso Aberto:

    • DOAJ (Directory of Open Access Journals): O diretório mais importante de periódicos científicos de Acesso Aberto revisados por pares.
    • arXiv : acesse preprints de artigos científicos nos campos da Matemática, Física, Ciência da computação, Biologia quantitativa e Estatística.
    • OSF Preprints: Plataforma que agrega preprints (versões preliminares de artigos) de diversas áreas do conhecimento.
    • ScienceOpen: Uma rede de pesquisa de acesso aberto com ferramentas de descoberta e análise.
    • Oasisbr: Plataforma que facilita a busca por repositórios e revistas de acesso aberto.

  3. Extensões e Plug-ins de Navegação
  4. Instale estas ferramentas gratuitas no seu navegador. Elas automatizam a busca por versões gratuitas enquanto você navega:

    • Unpaywall: A mais popular busca automaticamente versões em Acesso Aberto de artigos ao clicar em um ícone ao lado da página.
    • Botão do Google Acadêmico: Facilita a busca no Google Scholar diretamente da barra do navegador.

  5. Redes Sociais Acadêmicas
  6. Muitos pesquisadores depositam cópias de seus trabalhos em suas páginas pessoais. Consulte perfis em:

    • ResearchGate
    • Academia.edu

Quer saber mais? Esta lista foi inspirada no artigo "Como sobreviver sem assinar revistas científicas", da Revista Pesquisa FAPESP.

Periódicos predatórios são revistas científicas que priorizam interesses financeiros em detrimento da qualidade acadêmica e editorial. Caracterizam-se por:

  • Processo de revisão por pares inexistente ou superficial;
  • Cobrança de taxas elevadas (APCs) sem serviços adequados;
  • Táticas agressivas para captar submissões;
  • Informações editoriais falsas ou enganosas.

Periódicos predatórios são publicações que priorizam o lucro em detrimento da qualidade acadêmica e editorial, frequentemente utilizando táticas agressivas para captar submissões sem oferecer serviços editoriais e de revisão por pares adequados. Para identificá-los, fique atento a estes principais sinais de alerta:

  1. Comunicação não profissional, como e-mails spam com convites genéricos e pressão por submissão imediata;
  2. Falta de transparência, incluindo custos ocultos, sede da editora não correspondente à realidade e detalhes vagos sobre o processo de revisão;
  3. Indexação duvidosa, alegando indexação em bases de dados irrelevantes ou falsas;
  4. Má qualidade editorial, com site cheio de erros gramaticais, promessas de publicação excessivamente rápidas (ex.: menos de 15 dias) e escopo temático amplo e desconexo;
  5. Práticas antiéticas, como a ausência de política de retratação clara ou plágio de identidade de revistas legítimas.

Antes de submeter, consulte sempre as listas de periódicos recomendados pela sua instituição, verifique a presença em índices de credibilidade (como Web of Science, Scopus ou DOAJ) e utilize ferramentas de avaliação como o critério Think.Check.Submit . Em caso de dúvida, entre em contato com a Biblioteca do IFGW.

Logo, em termos gerais e de forma mais resumida, os principais sinais seriam:

  1. Comunicação Agressiva
    • Convites genéricos por e-mail (sem relação com sua área específica),
    • Promessas de publicação extremamente rápida,
    • Pressão excessiva para submeter ou pagar taxas.

  2. Falta de Transparência
    • Site com informações incompletas sobre o processo editorial;
    • Equipe editorial com especialistas fictícios ou sem afiliações reais;
    • Endereço físico inexistente ou fictício;
    • ISSN não validado ou falsificado.

  3. Práticas Questionáveis
    • Taxas de publicação (APCs) não claras ou excessivas;
    • Escopo extremamente amplo e não especializado;
    • Indexação em bases duvidosas ou auto-declaradas;
    • Política de direitos autorais agressiva ou indefinida.

As principais estratégias de prevenção que recomendamos são as seguintes:

Antes da Submissão:

  1. Verifique em Bases Confiáveis
    • Consulte se o periódico está indexado em bases reconhecidas como por exemplo (Web of Science , Scopus , SciELO , DOAJ);
    • Use ferramentas como o Think.Check.Submit. (thinkchecksubmit.org).

  2. Analise o Periódico Criticamente
    • Examine edições anteriores: qualidade dos artigos, consistência;
    • Verifique a equipe editorial: pesquisadores reais com afiliações válidas;
    • Confirme políticas claras de revisão por pares, ética e retratação.

  3. Consulte Colegas e Orientadores
    • Pergunte a pesquisadores experientes da sua área sobre o periódico;
    • Verifique se periódicos similares são bem reconhecidos na sua área.

  4. Ferramentas Úteis:
  5. Com o intuito de assessorar a comunidade a se proteger contra esses riscos, apresentamos algumas ferramentas que podem nortear essa identificação de periódicos predatórios. A primeira seria a Lista de Periódicos Predatórios "The List of Predatory Journals”, uma ferramenta de acesso gratuito que alerta, reúne e atualiza os nomes de periódicos e editoras suspeitas que apresentam práticas de publicação predatórias. Acesse também o Preda QUALIS, lista interativa dos títulos potencialmente predatórios no QUALIS. Para selecionar títulos confiáveis, acesse Lista de Periódicos Lattes/Qualis-CAPES (para o contexto brasileiro) e COPE (Committee on Publication Ethics) para consultar diretrizes éticas para publicações.

    • Lista de Periódicos Lattes/Qualis-CAPES (para o contexto brasileiro)
    • Preda QUALIS: Lista interativa dos títulos potencialmente predatórios no QUALIS
    • Directory of Open Access Journals (DOAJ) - para acesso aberto confiável
    • COPE (Committee on Publication Ethics): Diretrizes éticas para publicação

É importante porque, muitas vezes, a identificação de um título predatório não é imediata e leva tempo. Submeter a pesquisa a um desses periódicos, mesmo que por engano, pode ter consequências para a sua carreira e para a Ciência em geral:

  • Prejuízo à reputação: a pesquisa submetida ou publicada em um periódico predatório é vista como de baixa qualidade ou não revisada por pares e pode comprometer a credibilidade do autor.
  • Perda de direitos autorais e taxas: você pode perder o controle sobre seu trabalho e ser cobrado por taxas de publicação (APCs) sem receber em troca um serviço editorial legítimo.
  • Diluição do conhecimento: tais publicações poluem a literatura científica com resultados de qualidade duvidosa, dificultando o progresso científico.

Recomendamos que você:

  1. Não pague taxas pendentes se desconfiar da legitimidade;
  2. Considere retratar o artigo e submetê-lo em um veículo confiável;
  3. Use a experiência para orientar outros pesquisadores.

É importante ter em mente os princípios básicos para escolha segura de um periódico para submeter o seu trabalho:

  1. Qualidade sobre quantidade: um artigo em um bom periódico vale mais que vários em periódicos duvidosos;
  2. Paciência: processos editoriais sérios levam tempo;
  3. Transparência: periódicos legítimos são transparentes sobre seus processos e taxas;
  4. Reconhecimento da comunidade: periódicos estabelecidos são conhecidos e recomendados por pares.

O Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp conforme apontado Resolução GR-013/2015, de 06/07/2015, é o instrumento oficial incumbido de armazenar a produção científica e intelectual da Universidade dos docentes, pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação, e servidores técnicos administrativos vinculados à Unicamp, de modo a:

  1. – Aumentar a visibilidade, acessibilidade e difusão dos resultados das atividades acadêmicas e de pesquisa da Unicamp, por meio da coleta, organização e preservação da produção científica em longo prazo;
  2. – Facilitar a gestão e o acesso à informação sobre a produção científica e intelectual da Unicamp, por meio da oferta de indicadores confiáveis e validados;
  3. – Integrar-se a um conjunto de iniciativas nacionais e internacionais, por meio de padrões e protocolos de integração qualificados e normalizados.

Para saber mais acesse: Resolução GR-013/2015, (06/07/2015, sobre a criação do Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp)

A premissa básica é que, ao garantir o acesso aberto e organizado à sua produção, a UNICAMP:

  • Amplie a visibilidade e a acessibilidade da produção científica e intelectual (acadêmica, artística, cultural e técnica) da UNICAMP;
  • Possibilite o desenvolvimento e o uso de indicadores confiáveis referentes à produção científica e intelectual da UNICAMP;
  • Preserve a memória científica e intelectual da UNICAMP, em formato digital;
  • Potencialize o intercâmbio com instituições nacionais e internacionais;
  • Dê suporte à gestão de investimentos em ensino, pesquisa, extensão e internacionalização, por meio de indicadores de produção científica e intelectual;
  • Retribua à sociedade os investimentos públicos realizados.

Para mais detalhes sobre a política e diretrizes do repositório, clique em Instrução Normativa SBU nº 001/2020 ou visite a página oficial do repositório neste link.

A inclusão da Produção Científica e Intelectual da UNICAMP no Repositório é um processo contínuo, coordenado pelo Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU), conforme estabelecido pela Resolução GR-013/2015.

Processo Atual: Se você é um membro ativo (docente, pesquisador, estudante ou funcionário) da UNICAMP, as bibliotecas do SBU trabalham para identificar, compilar e catalogar as publicações antigas e novas da sua unidade no Repositório. Você não precisa solicitar essa ação.

Condição necessária: O depósito e a disponibilização em acesso aberto de publicações no Repositório Institucional da Unicamp seguem as políticas editoriais das revistas científicas, respeitando períodos de embargo e a legislação de direitos autorais conforme as normas legais de cada publicação.

Exceção: Para novas publicações que tenham recebido, por exemplo, financiamento da FAPESP, o depósito no Repositório é obrigatório, solicite o autoarquivamento nesse link.

Sim, é obrigatório. Como bolsista ou pesquisador da FAPESP, você deve cumprir a Política de Acesso Aberto da fundação, que exige que toda publicação resultante de seus auxílios seja disponibilizada em Acesso Aberto no Repositório Institucional da Unicamp.

Como proceder:

Autoarquivamento: Para incluir sua publicação no Repositório, utilize o formulário dedicado do Sistema de Bibliotecas da UNICAMP (SBU). Se tiver dúvidas acesse o manual aqui.

Atenção ao Prazo: O processo de inclusão leva até 3 dias úteis. Não deixe o depósito para a última hora, pois qualquer atraso pode comprometer a entrega dos seus relatórios de prestação de contas à FAPESP.

Comprovação: Após o depósito, você poderá informar o link permanente da sua publicação no Repositório em seus relatórios à FAPESP.

Mais informações sobre a Política de acesso aberto da FAPESP, acesse: Portaria CTA nº 01/2019 e Portaria CTA n. 37/2021.

Você pode depositar a versão preprint e a versão final do artigo (PDF final do Editor/Publisher’s final version - arquivo final, com paginação e formatação da revista) no repositório institucional.

O que acontece depois do depósito?

A equipe da BIF verificará a política de copyright da editora. Se a política editorial permitir, o texto completo será aberto ao público. Ressaltamos que a publicação no RI depende do envio do documento original para custódia, seja para disponibilização em acesso aberto ou para fins de preservação interna (acesso restrito para o público). A premissa fundamental do Repositório Institucional é a preservação e o registro da produção intelectual da instituição.

Para saber mais sobre as diretrizes oficiais, consulte a Instrução Normativa 001/2020 do SBU. Aguardar atualização SBU.

Sim, desde que você autorize. Após a defesa e aprovação, o depósito da versão final no Repositório da UNICAMP é realizado via SIGA

Como funciona o Depósito no SIGA: ao fazer o upload da versão final no SIGA, você será questionado sobre a disponibilização em acesso aberto no repositório.

Sua Decisão (acesso imediato ou embargo): recomendamos optar pelo acesso aberto imediato para maximizar a visibilidade e o impacto da sua pesquisa. A maioria dos trabalhos não exige restrições.

Embargo (acesso restrito): Você pode optar por um período de embargo apenas em casos específicos, como pedidos de patente em andamento ou acordos de confidencialidade.

Por que escolher o Acesso Aberto?

  • Amplia a visibilidade e o impacto acadêmico do seu trabalho;
  • Atende às políticas de Acesso Aberto de agências de fomento (como CAPES, CNPq, FAPESP);
  • Cumpre a missão da UNICAMP de disseminar o conhecimento.

Dúvidas sobre embargo ou políticas editoriais? Entre em contato conosco pelo e-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

O Repositório de Dados de Pesquisa da Unicamp (REDU), conforme o site do REDU, é a ferramenta oficial da Universidade para o depósito, preservação, compartilhamento, reutilização e reprodutibilidade de todos os dados de pesquisa produzidos pela UNICAMP.

Dado de pesquisa é qualquer tipo de registro coletado, observado, gerado ou utilizado para validar e produzir resultados de pesquisas. Os dados variam de acordo com a área de conhecimento e podem ser de diferentes tipos, como numéricos, descritivos, auditivos ou visuais. Na Física, alguns dos tipos de dados mais comuns são modelos, equações, simulações, gráficos, tabelas, software, cadernos de laboratórios, visualizações, entrevistas, questionários, entre outros. (Fonte: Sales e Sayão, 2025).

Docentes, pesquisadores e responsáveis por pesquisas desenvolvidas na UNICAMP. Estudantes de pós-graduação, desde que possuam autorização do(a) orientador(a) também podem submeter dados no REDU. A autorização deve ser solicitada pelo(a) orientador(a) via formulário de co-responsabilidade.

Para cadastro dos metadados e/ou depósito dos dados da pesquisa, consulte nosso tutorial.

Neste caso, metadados é o conjunto de informações que descrevem o conjunto de dados da sua pesquisa. No REDU você precisará preencher 7 metadados:

  1. Título / Title – título do conjunto de dados de pesquisa. Esse título não é igual ao título da pesquisa ou dissertação/tese; é o título que representa o conjunto de dados. Exemplo: “Dados referente ao experimento XYZ (2022-2024)”.
  2. Autor / Author – nome e informações associadas dos autores do conjunto de dados. Todos os autores devem ser cadastrados, inclusive de instituições externas. Embora o ORCID não seja obrigatório, é recomendado para identificação.
  3. Entre em contato / Point of contact – o primeiro contato é preenchido automaticamente com os dados do autor que está realizando o cadastro, mas é possível incluir novos contatos.
  4. Descrição / Description – resumo do conjunto de dados (finalidade, natureza e escopo). Não é o resumo da pesquisa, mas sim um resumo que representa exclusivamente o conjunto de dados.
  5. Assunto / Subject – indique, dentre os assuntos listados, aquele que melhor representa o conjunto dos dados de pesquisa.
  6. Palavra-chave / Keyword – termos que descrevem o conjunto de dados de pesquisa. Você pode indicar termos controlados de um cabeçalho de assunto da área, como o PhySH (Physics Subject Headings).
  7. Publicação Relacionada / Related Publication – trabalhos relacionados ao conjunto de dados. É possível incluir mais de uma publicação.
  8. Agência de Subvenções / Funding Information – nome e informações associadas às agências de fomento que financiaram a pesquisa.
  9. Declarações obrigatórias sobre ética e privacidade – identifique se os dados estão de acordo com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e se foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNICAMP.

Para depositar dados de pesquisa no REDU, você terá que obrigatoriamente realizar o cadastro dos metadados do seu conjunto de dados. Após preencher os metadados, você fará o depósito, ou seja, o upload dos arquivos no REDU. Dessa forma, os seus dados de pesquisa estarão preservados, terão visibilidade e possibilidade de compartilhamento, reutilização e reprodutibilidade. Uma vez no REDU, seus dados podem ser utilizados e citados em outras pesquisas.

Cadastrar metadados é realizar o preenchimento das informações que descrevem o conjunto de dados da sua pesquisa no REDU nos campos: (1) Título/Title, (2) Autor/Author, (3) Entre em contato/Point of contact, (4) Descrição /Description, (5) Assunto/ Subject, (6) Palavra chave/Keyword, (7) Publicação Relacionada/Related Publication, (8) Agência de Subvenções/Funding Information e (9) Declarações obrigatórias sobre ética e privacidade.

Sim, desde que:

  1. Deposite os dados futuramente; ou,
  2. Informe a URL do repositório onde se encontram (a depender da pesquisa, eventualmente os dados podem ter sido depositados em outro repositório); ou,
  3. Declare que os dados não podem ser disponibilizados por razões éticas ou legais. Insira a justificativa de ausência dos dados no campo "Descrição/Description" logo depois do resumo do conjunto de dados.

Sim, a inclusão e alteração de arquivos em um conjunto de dados no REDU é permitida. Ao fazer a troca do arquivo diretamente no sistema, o DOI será preservado, e o REDU registrará automaticamente a existência de uma nova versão.

Cada arquivo pode ter no máximo 4 Gbytes. Para solicitações de mais espaço, enviar email para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

Sim. O REDU, sendo o repositório oficial de dados de pesquisa da Unicamp, destina-se aos dados de todas as pesquisas desenvolvidas na instituição, independentemente de terem recebido financiamento de agências de Fomento ou não.

Ao cadastrar e submeter os dados, a Equipe do REDU fará a validação, e uma vez validados, os dados serão publicados e receberão um DOI. O REDU já informa um padrão de citação, mas o formato exato dessa referência variará conforme a norma (ABNT, APA, Vancouver, ISO, etc.) utilizada pelo pesquisador que está citando os dados de pesquisa.

O Plano de Gestão de Dados (PGD) é um documento formal que estabelece o compromisso de descrever como os dados serão tratados durante todo o desenvolvimento da pesquisa, e também após a sua conclusão. Isto é, ele formaliza como os dados serão coletados, processados ou gerados; quais metodologias e padrões serão utilizados; sob quais condições e onde serão depositados, compartilhados e preservados. (Fonte: Sales e Sayão, 2025). Logo, a sua relação com o REDU está justamente no fato de você incluir no seu Plano de Gestão de Dados (PGD) que os dados da sua pesquisa estarão depositados no REDU, que é o repositório oficial da UNICAMP para essa finalidade.

Para saber mais consulte o tutorial elaborado pelo SBU. REDU: Plano de Gestão de Dados.

A UNICAMP recomenda a ferramenta online DMPTool para a criação de Planos de Gestão de Dados. A DMPTool é uma plataforma consolidada, usada por instituições em todo o mundo, sendo inclusive recomendada oficialmente pela FAPESP. Consulte o tutorial elaborado pelo SBU. REDU: Plano de Gestão de Dados.

Esses termos representam a estrutura de organização dos dados no REDU, funcionando em uma hierarquia. Compreender essa estrutura é fundamental tanto para quem deposita dados de pesquisa, quanto para quem realiza buscas no REDU. Pense neles como um sistema de pastas:

  • Dataverse: é o contêiner principal, como um "armário" ou uma "grande pasta". Ele agrupa pesquisas por uma área do conhecimento.
  • Dataset (conjunto de dados): é o registro de dados de uma pesquisa específica, como uma "gaveta" ou "subpasta" dentro do Dataverse. Ele reúne todos os arquivos e informações (metadados) sobre um estudo ou experimento. É o Dataset que recebe o DOI (o identificador permanente).
  • Files (Arquivos): são os arquivos individuais que compõem um Dataset. Podem ser planilhas (.csv, .xlsx), documentos (.txt, .pdf), imagens (.jpg), scripts de código (.py), etc.
  • Resumindo, um dataverse (área do conhenhecimento) pode conter vários datasets (conjunto de dados). Cada dataset pode conter vários files (arquivos).

O Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU) disponibiliza um FAQ bem detalhado sobre o REDU. Ele aborda desde conceitos básicos e vantagens do depósito até questões complexas como ética, legislação, propriedade intelectual e responsabilidade. Acesse!

Dados de pesquisa das Dissertações e Teses Unicamp no REDU

Sim, desde que o seu/sua orientador(a) autorize a submissão. Para tanto, o seu/sua orientador(a) precisa preencher o formulário de co-responsabilidade. A equipe do REDU, após processar a autorização do(a) seu/sua orientador(a), te enviará um e-mail com as instruções de acesso ao REDU.

Sim. É obrigatório o cadastro no REDU dos metadados (informações que descrevem o conjunto de dados da sua pesquisa) e o depósito dos dados produzidos pelas dissertações e teses defendidas na Unicamp no Repositório de Dados de Pesquisa (REDU), conforme Instrução Normativa CCPG nº 001/2024. O depósito dos dados no REDU deixa de ser obrigatório apenas se eles já tiverem sido depositados em outro repositório da sua área ou se houver questões legais que impossibilitem o depósito dos dados no REDU.

Atenção: Mesmo nesses casos, o cadastro dos metadados da sua pesquisa no REDU ainda é obrigatório. Para isso, basta inserir o link de acesso aos dados no campo ‘URL’ durante o cadastro dos seus metadados no REDU ou declarar que os dados não podem ser disponibilizados por razões éticas ou legais.

O depósito dos dados da sua pesquisa no REDU pode ser feito a qualquer momento caso você já os tenha consolidado; não é preciso aguardar a defesa. Contudo, ao depositar a versão final da sua dissertação ou tese no SIGA/DAC, para homologação, você deverá informar o status do depósito dos dados no REDU, já que é um item obrigatório.

Você deve primeiro realizar o cadastramento dos dados de pesquisa no REDU. Após a validação dos metadados pela equipe do REDU, será gerado o DOI (Digital Object Identifier – identificador digital permanente). Você informará esse DOI do REDU no SIGA/DAC ao fazer o upload da versão final da sua dissertação ou tese na fase de homologação. Nessa fase, o seu/sua orientador(a) irá conferir e validar via SIGA se o(s) DOI(s) correspondem efetivamente aos dados gerados na sua pesquisa.

Acesse o REDU e no menu superior à direita clique em “Log in” e informe o seu e-mail@unicamp.br. No primeiro acesso você precisará realizar um breve cadastro no REDU. Após o cadastro, aguarde um e-mail de validação do seu cadastro pela equipe do REDU.

O(a) orientador(a) é quem define quem fará o cadastro e o depósito dos dados no REDU. Você pode delegar essa atividade ao/à estudante, desde que autorize formalmente a submissão preenchendo o formulário de co-responsabilidade.

É necessário preencher uma autorização (via formulário) para cada orientando(a). Esta autorização é única e válida para todos os depósitos que aquele(a) estudante realizar.

A ordem de apresentação dos autores deve ser definida em conjunto pelos próprios co-responsáveis pela pesquisa. O REDU não interfere nessa decisão.

Dúvidas sobre REDU? Entre em contato conosco pelo e-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..

Não, a política não exige que você publique EXCLUSIVAMENTE em revistas de Acesso Aberto (ou "via ouro"). Você tem a liberdade de escolher a revista mais adequada para o seu campo de pesquisa, mas em algum momento, se você for beneficiário de auxílio à pesquisa concedido pela FAPESP, a publicação precisa ser disponibilizada em acesso aberto no repositório institucional. Mais informações sobre a versão a ser depositada e condições, consulte a Política de Acesso Aberto da FAPESP (Portaria CTA nº 01/2019 e Portaria CTA n. 37/2021).

Adequar-se à política é um processo que começa antes da publicação e se completa com um depósito do seu artigo no Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp (RI). Siga estes passos para cumprir a política vigente:

Passo 1:

Na Submissão do Artigo (Escolha Estratégica): Ao enviar seu artigo para um periódico, leia atentamente o contrato ou a política de direitos autorais. Opte por condições que permitam o auto arquivamento do seu artigo em um repositório institucional.

Ferramenta de Apoio: Para verificar a política do periódico antes de submeter, recomendamos que consulte para periódicos internacionais o JISC Open Policy Finder (ferramenta atualizada que substituiu o Sherpa Romeo) ou o Diadorim para periódicos nacionais.

Passo 2:

Entenda o "Sinal Verde”:No site do editor, no JISC Open Policy Finder ou Diadorim, verifique se o periódico é da modalidade “Via verde”(Green Road) ou “Via Dourada” (Gold Road).

Por exemplo, quando você submete um artigo à Physical Review Letters (PRL) uma revista tradicional da área, com paywall consulte as políticas editoriais - você pode optar pelo pagamento de uma taxa para publicação (APC) - APC Pricing para disponibilizar o artigo em acesso aberto. Outras opções seriam publicar em uma revista com acordos transformativos vigentes (UNICAMP e CAPES) - sem pagamento de taxas por parte do pesquisador. Adicionalmente, recomenda-se verificar quais versões do manuscrito a revista permite arquivar em repositórios institucionais sem a cobrança de taxas de processamento. Atenção: verifique se essa versão é aceita no Repositório da Unicamp.

Passo 3:

Faça o depósito no Repositório da sua instituição : Este é o requisito mais importante, o depósito deve ser feito obrigatoriamente no Repositório da Produção Científica Intelectual da Unicamp.

O que NÃO atende à política: Compartilhar apenas em redes acadêmicas (ResearchGate, Academia.edu), repositórios temáticos (arXiv, SSRN) ou sites pessoais. Esses são complementares, mas não substituem o depósito institucional.

Por quê? O repositório institucional garante a preservação digital de longo prazo, integração com os sistemas da universidade, coleta de métricas oficiais e conformidade legal com a prestação de contas à FAPESP.

Na qualidade de beneficiário de auxílio à pesquisa concedido pela FAPESP, sua principal responsabilidade é garantir que os resultados da pesquisa financiada sejam disponibilizados em Acesso Aberto, conforme a política da agência. Na prática, isso significa depositar uma versão autorizada do seu trabalho no Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp.

Abaixo, um guia passo a passo das suas responsabilidades:

  1. Conhecer o Processo: O depósito das suas publicações deve ser realizado pelo formulário a partir deste link. O atendimento será realizado pela Biblioteca da sua unidade, nesse caso, a Biblioteca do IFGW. Importante destacar que a Biblioteca do IFGW, como integrante do Sistema de Bibliotecas da Unicamp (SBU), segue as diretrizes institucionais e utiliza um canal único de depósito no Repositório Institucional.
  2. Planejar o Depósito: Atenção, essa é uma informação muito importante!
    • Não deixe para a última hora! As solicitações são processadas conforme o volume de demandas e a ordem de chegada.
    • Deposite o seu artigo assim que ele for aceito ou quando você tiver a versão autorizada pela editora e aceita no repositório em mãos. Isso evita correria e acúmulo de demandas perto do prazo da sua prestação de contas.

  3. Preparar o Material Correto: Você deve depositar a versão do manuscrito que a política do editorial permite para autoarquivamento e que é aceita no repositório. Em caso de dúvidas, você também pode consultar a política da revista no JISC Open Policy Finder.
  4. Incluir no Relatório FAPESP: A confirmação do depósito no repositório institucional fará parte da prestação de contas do seu projeto junto à FAPESP (para saber mais acesse: Prestação de Contas e Uso de Recursos FAPESP). Ter sua publicação já disponível no repositório atesta que as exigências da política de acesso aberto da fundação foram plenamente atendidas. Mais informações, consulte a Política de Acesso Aberto da FAPESP ( Portaria CTA nº 01/2019 e Portaria CTA n. 37/2021).
  5. Manter-se Informado: Fique atento às novidades no instagram da Biblioteca do IFGW @bif.unicamp e SBU @sbuunicamp.
  6. Resumo das suas responsabilidades:

    • Realizar o depósito da produção científica financiada pela FAPESP no Repositório da UNICAMP.
    • Fazer o depósito no tempo hábil, com antecedência em relação aos prazos de relatório de prestação de contas.
    • Encaminhar sua publicação para depósito através do canal oficial (SBU), nesse link.
    • Assim que depositada, a equipe da Biblioteca do IFGW catalogará e liberará sua publicação no repositório, permitindo que você utilize o link do repositório para prestar contas no relatório final da FAPESP.

Nossa equipe é responsável pela catalogação e publicação final da sua publicação no repositório institucional, garantindo visibilidade, preservação digital e conformidade com as políticas da universidade e agências de fomento. Nós facilitamos o processo para que você possa focar na pesquisa!

Próximos Passos Imediatos:

Contato: Se você é da comunidade IFGW e precisa de apoio, envie um e-mail para Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou procure a Biblioteca da sua unidade.

Documentação: Tenha em mãos as informações da sua publicação (título, autores, revista, DOI, data de aceitação).

A Biblioteca é sua parceira estratégica em todo o ciclo da comunicação científica. Nosso papel vai muito além do depósito técnico; é ajudá-lo a maximizar o impacto e a visibilidade da sua pesquisa, garantindo conformidade às políticas da universidade e de agências de fomento de forma eficiente.

Aqui está como podemos atuar, lado a lado, em cada etapa:

  1. Assessoria Antecipada e Escolha do Periódico (O Planejamento)
    • Checagem de Políticas: Analisamos com você as políticas de copyright e autoarquivamento de revistas, usando ferramentas especializadas como o JISC Open Policy Finder e o Diadorim.
      Seleção de Títulos: Ajudamos a identificar periódicos de prestígio em sua área que estejam alinhados com os princípios do Acesso Aberto, potencializando a divulgação do seu trabalho.
      Pesquisa de Conteúdo: Ensinamos e facilitamos o acesso a fontes confiáveis de pesquisa já em Acesso Aberto, economizando seu tempo.

  2. Suporte no Processo de Depósito (A Execução)
    • Esclarecimento de Dúvidas: Qualquer questão sobre versões de manuscrito (pré-print, pós-print, versão da editora), períodos de embargo, ou direitos autorais com coautores, estamos aqui para esclarecer.
      Facilitação do Depósito: Orientamos no processo de depósito no Repositório da Produção Científica e Intelectual da Unicamp, garantindo que todos os metadados (informações sobre o trabalho) estejam corretos e completos para uma recuperação ideal.
      Curadoria e Preservação: Nossa equipe realiza a curadoria técnica de cada item depositado, assegurando preservação digital de longo prazo, a geração de um link permanente e a correta indexação em mecanismos de busca acadêmica.

  3. Visão de Impacto (O Resultado Ampliado)
  4. Nosso trabalho conjunto tem um objetivo maior: garantir que a pesquisa financiada com recursos públicos cumpra sua missão social e científica.

      Aumento da Visibilidade e do Impacto: O depósito em Acesso Aberto maximiza as chances de seu trabalho ser lido, citado e conhecido globalmente.
      Geração de Oportunidades: A abertura dos dados e resultados pode catalisar novas parcerias de pesquisa e colaborações interdisciplinares.
      Retorno à Sociedade: É a forma mais direta de permitir que professores de escolas, profissionais, empreendedores e cidadãos utilizem o conhecimento gerado na universidade.

Nossa parceria pode gerar um valor real a sua carreira e ao ecossistema científico.

Qualquer dúvida, estaremos por aqui! Lembre-se: suas escolhas de publicação e compartilhamento fazem, sim, uma grande diferença. Vamos juntos nessa?
E-mail para contato: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Barata, Germana. Acesso aberto como política científica institucional. Jornal da Unicamp. Disponível em: <https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/germana-barata/acesso-aberto-como-politica-cientifica-institucional>. Acesso em: 5 dez. 2025.

Brito Cruz, C. H. FAPESP: Política de Acesso Aberto à ciência em São Paulo. Disponível em: <https://www1.abecbrasil.org.br/eventos/palestras/v_workshop/quarta/josearanavarela.pdf>. Acesso em: 5 dez. 2025.

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FAPESP. Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Portaria CTA nº 37, de 27 de outubro de 2021. São Paulo, 2021. Disponível em: https://fapesp.br/15159/portaria-cta-n-37-de-27-de-outubro-de-2021 . Acesso em: 05 dez. 2025.

FUNDAÇÃO DE AMPARO À PESQUISA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Anexo 1: Política para Acesso Aberto às publicações resultantes de auxílios e bolsas. Disponível em: http://www.fapesp.br/12592 . Acesso em: 05 dez. 2025.

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