Jonas Osório, ex-aluno do IFGW, publica importante trabalho que amplia o panorama sobre a nova geração de fibras ópticas

A primeira fibra óptica brasileira foi fabricada nos laboratórios do Departamento de Eletrônica Quântica aqui no IFGW em 1977. Nestes últimos 43 anos, o IFGW tem tido papel de destaque no estudo e desenvolvimento desta importante área que apresenta tanto desafios fundamentais quanto aplicados. Em 2008, o Laboratório de Fibras Especiais (LaFE) foi criado no IFGW para estudar fibras ópticas não-convencionais dotadas de uma microestrutura interna. A liberdade de escolha desta microestrutura permite controlar as propriedades da fibra de maneira sem precedentes.

Jonas Henrique Osório é ex-aluno do IFGW, onde fez sua graduação, mestrado e doutorado, tendo desenvolvido atividades de pesquisa no LaFE neste período. Desde outubro de 2017, Jonas é pesquisador posdoc no instituto de pesquisas XLIM, da Universidade de Limoges, França, onde investiga novas fibras ópticas microestruturadas de núcleo oco. Esta classe de fibras ópticas, proposta teoricamente em 1995, é séria candidata a revolucionar o campo da óptica guiada, tanto para a área de comunicações ópticas como de estudo de gases, guiamento de pulsos de alta energia e mesmo dispositivos e sensores a fibra.

Devido ao fato do modo óptico ser guiado majoritariamente no ar, as fibras de núcleo oco permitem a transmissão de altas potências ópticas ou comprimentos de onda onde o vidro que forma a fibra é virtualmente opaco. Geometrias complexas, alta perda e/ou guiamento de múltiplos modos podem, entretanto, reduzir o interesse prático nestas estruturas.

Neste contexto, um importante avanço na área das fibras ópticas ocas foi publicado na última semana na Light: Science & Applications do grupo Nature. O trabalho, do qual Jonas é co-autor, propõe, fabrica e explora uma nova estrutura que alia dois tipos de estruturas para formar uma fibra hibrida. Esta nova geometria permite transmissão óptica de um único modo e com baixa perda. O trabalho mostra um passo importante no desenvolvimento da próxima geração de fibras e promete uma nova revolução no tema.

Artigo pode ser acessado em:  https://doi.org/10.1038/s41377-020-00457-7