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XXXIII OFICINA DE FÍSICA "Cesar Lattes": Física na Medicina e Biologia

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PARA INSCRIÇÕES CLIQUE AQUI (até 15/10/2014)

- Alunos de escola/Universidade pública / particular,  R$ 21,00
- Professores de escola pública/particular/funcionário público, bolsistas de pós-graduação e pós-doutorado, R$ 31,00
- Profissionais liberais e outros, R$ 56,00

 

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

8h00 – 8h30

Entrega de Material

8h30 – 8h40

Abertura

8h40 – 9h30

Profa. Gabriela Castellano (IFGW-UNICAMP)

"Neurofísica: o papel da Física em Neurociências"

9h30 - 9h45

Perguntas e discussões

9h45 – 10h15

Intervalo / Café

10h15 – 11h05

Armando Alaminos Bouza (MEVIS Informática Médica Ltda)

“Conceitos básicos de Estereotaxia e Radiocirurgia”

11h05 - 11h20

Perguntas e discussões

11h20 – 12h10

Profa. Alessandra Tomal (IFGW-UNICAMP)

“Imagens médicas usando raios X: evolução e aplicações”

12h10 – 12h25

Perguntas e discussões

12h25 – 14h00

Intervalo / Almoço

14h00 – 14h50

Prof. Marcus Aguiar (IFGW-UNICAMP)

“Usando genética e geografia para simular a origem das espécies”

14h50 – 15h05

Perguntas e discussões

15h05 – 15h30

Intervalo / Café

15h30 – 16h20

Prof. Rickson Mesquita (IFGW-UNICAMP)

“Usando luz para monitorar e tratar doenças em Medicina”

16h20 – 16h35

Perguntas e discussões

16h35

Encerramento

 

Profa. Gabriela Castellano (IFGW-UNICAMP)

"Neurofísica: o papel da Física em Neurociências"

Quando se pensa em estudos envolvendo o cérebro humano, imediatamente vem à mente a necessidade de conhecimentos em áreas como Biologia, Medicina e Psicologia. No entanto, as Neurociências constituem uma área de estudos cada vez mais multidisciplinar, que engloba conhecimentos não só das áreas já citadas, mas também de Física, Química, Estatística e Computação, entre outros. Em particular, a Física pode ser usada para o estudo do cérebro de diversas formas, desde no desenvolvimento de equipamentos para extrair medidas (informações) do cérebro, até a análise e modelagem de dados cerebrais. Nesta palestra serão abordados os princípios físicos de algumas das técnicas mais utilizadas atualmente para a obtenção de dados cerebrais, assim como alguns tipos de processamento e modelagem desse tipo de dados voltados a aplicações diversas.

 

Armando Alaminos Bouza (MEVIS Informática Médica Ltda)

“Conceitos básicos de Estereotaxia e Radiocirurgia”

Apresentamos a evolução do conceito de estereotaxia e a sua especialização como radiocirurgía. Importância dos meios formadores de imagem médica, particularmente neuroimagem, na estereotaxia e radiocirurgia. Cálculo simples de coordenadas estereotáxicas. Utilização do registro e fusão multi-modal de imagens.  Variação do efeito biológico da dose de radiação ionizante com o número de frações e o caso extremo da fração única. Hardware e software necessário. 

 

Prof. Marcus Aguiar (IFGW-UNICAMP)

“Usando genética e geografia para simular a origem das espécies”

Desde a publicação de A Origem das Espécies por Charles Darwin em 1859, os cientistas têm acumulado evidências extraordinárias do processo evolutivo, tanto através da análise de fósseis quanto em espécies vivas. No entanto, apesar dos vários avanços ocorridos nas áreas de genética e ecologia, os mecanismos que levam à formação de novas espécies ainda não são totalmente compreendidos. O processo de especiação é tradicionalmente descrito em termos de subpopulações que passam por períodos de isolamento geográfico. Se o isolamento se sustentar por tempos suficientemente longos, diferenças genéticas entre as populações se acumulam, impedindo que indivíduos de populações distintas possam se reproduzir caracterizando essas populações como espécies distintas.

Usando um modelo computacional, mostrarei nesse seminário que o isolamento geográfico não é uma condição necessária para a especiação. No entanto, a geografia tem um papel importante na organização das espécies. Um exemplo particularmente interessante é o das "espécies em anel". Os anéis surgem quando uma população se expande em torno de uma grande barreira, de tal forma que seus extremos, ao se encontrarem do outro lado desta barreira, sejam reprodutivamente isolados, com se fossem espécies distintas. Mostrarei como nosso modelo de especiação pode ser adaptado para estudar essas formações, onde a interação entre genética e geografia é explícita e fundamental.

 

Prof. Rickson Mesquita (IFGW-UNICAMP)

“Usando luz para monitorar e tratar doenças em Medicina”

Embora a Física Médica atual visa quase que exclusivamente a manipulação e o controle da radiação ionizante e suas consequências no tecido humano, aplicações clínicas envolvendo o uso de radiação não-ionizante tem crescido significativamente nas últimas décadas. Neste seminário, discutiremos a interação da luz com o tecido, bem como os princípios físicos das principais técnicas envolvendo luz para tratamento de câncer e para o monitoramento clínico de pacientes.